Espetáculo

Josefa Pereira

[Brasil / Portugal]

Glimpse

© Aline Belfort

“Glimpse” é um vislumbre, uma visão breve e parcial de algo.

Nesta peça, um corpo oscila entre os seus próprios opostos. Lado direito e lado esquerdo tensionam simultaneamente entre continuidade e interrupção, a partir de um dispositivo que propõe possíveis reentrâncias geradas pela fissura dessa bipartição supostamente simétrica.

Um corpo pode ser dividido ao meio: em cima embaixo, direita e esquerda, frente e trás. Podemos também dividir o mundo em norte e sul, leste e oeste, nomear dois os gêneros: masculino e feminino. Ou ainda traçar indivíduo e comunidade, o humano e o animal, ou o humano e o inumano - o homem e seus monstros, movidos pelo desejo limitar, contornar, ou planificar dimensões complexas. Mas a cada bipartição arbitrariamente traçada, poderíamos também rastrear outras dimensões que revelam novas fissuras e frestas para serem adentradas e tomadas como novos modos de existir, com facetas e dimensões potencialmente desconhecidas em multiplicidade, direções e durações.

“Bestiário Pink” é um projeto que possui como disparador a investigação de um corpo que se reparte ao meio: plano coronal, sagital e transversal. Ao dividir, Bestiário PINK, não apenas biparte, mas também triparte através de “Hidebehind”(2018), “Glimpse”(2020) e sem título #3 (por vir), e formula a cada peça zonas de intensidades performáticas, que ao serem expurgadas, uma a uma, ganham a sua própria duração, continuidade e potência. Investigando torsão, inversão, transformação, possessão e borda.

Nota: Bilhete dupla sessão - 7,5 €
Sujeito à lotação da sala.
Bilhete para dois espetáculos em sequência: “Bananas”, de Adriana Grechi e “Glimpse”, de Josefa Pereira.

​Josefa Pereira

Josefa Pereira (BR) é performer e coreógrafa. Baseada em Lisboa, também vive entre pontes e parcerias com a sua cidade, São Paulo, onde graduou-se em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP, BR) através do programa de bolsas PROUNI, e em Amesterdão onde atualmente é mestranda no programa DAS Choreography (AHK, NL) como bolseira pela Fundação Gulbenkian. Sua trajetória é marcada por diversas colaborações e participações em projetos da cena paulistana, contexto em que surgiram interesses em torno de coletividade, presença e gestualidade como campo de tensionamento estético e político. Atualmente é performer e criadora em "Monstra" com direção de Elisabete Finger e Manuela Eichner, e dedica-se à circulação de seu trabalho "Hidebehind" (2018) bem como à criação e estreia de Glimpse (2020). Entre seus trabalhos destacam-se também "Mandíbula" (2018) e "Égua" (2017) em parceria da artista Patrícia Bergantin. A partir de 2019 atua como professora de dança junto ao Forum Dança fazendo deste um espaço para experimentação e troca de sua prática e pesquisa artística junto a outros artistas e interessados.
https://cargocollective.com/josefapereira/

6 Mar 19:30

7 Mar 19:30

8 Mar 18:00

Galerias Municipais | Galeria Quadrum

Conceção e Performance Josefa Pereira
Luz Luis Moreira
Fotografia Aline Belfort
Assistência de produção Mafalda Jacinto
Ambiente Sonoro Cigarra
Colaborações Daniel Lühman, Elisabete Finger, Maura Grimaldi, Natália Mendonça, Patrícia Bergantin, Taygoara Schiavinoto Moura Ramos
Residências EM TRÂNSITO -Temps d'Images, Estúdios Victor Córdon [Lisboa-PT); Musibéria (Serpa-PT); DAS Graduate School
Espaços de Trabalho Forum Dança; Polo Cultural Gaivotas
Agradecimentos Vitor George, Lucas Camargo de Barros, Jeroen Fabius

M/12 | 45 minutos

Esta performance faz parte da pesquisa em desenvolvimento no programa de mestrado DAS Choreography (AHK-NL) e conta com bolsa concedida pela Fundação Gulbenkian (PT).